Cimeira do G7 arranca na Alemanha. Cinco perguntas e respostas sobre o que está em causa

Os chefes de Estado e de Governo de algumas das economias mais poderosas do mundo reúnem-se nos próximos dias numa unidade hoteleira de luxo cerca de 100 quilómetros a sul de Munique para debater as respostas conjuntas que o G7 poderá dar a desafios globais. O embargo às importações de ouro da Rússia é uma das primeiras promessas. Eis o que acontecerá, em cinco perguntas e respostas.

Quando e onde decorrerá?

Os primeiros chefes de Estado e de Governo chegaram à Alemanha no sábado, para uma cimeira que arrancou formalmente este domingo e que terminará na terça-feira, 28 de junho. Decorrerá no hotel Schloss Elmau, cerca de 100 quilómetros a sul de Munique. É o mesmo local onde foi realizada a última cimeira do G7 sob presidência alemã, em junho de 2015.

Quem participa?

Além do chanceler alemão, Olaf Scholz, participam o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, e de França, Emmanuel Macron, que já chegaram no sábado. Este domingo foi a vez de chegar à cimeira o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Também participam o primeiro-ministro de Itália, Mario Draghi, e os homólogos do Canadá, Justin Trudeau, e do Japão, Fumio Kishida, todos membros do G7. A cimeira acolhe ainda outros convidados de alto nível, como o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes da Argentina (Alberto Fernández), do Senegal (Macky Sall), da África do Sul (Cyril Ramaphosa) e da Indonésia (Joko Widodo).

O que está na agenda?

Este domingo arrancou com uma reunião bilateral entre o chanceler alemão e o presidente norte-americano, mas a agenda da cimeira do G7 percorrerá vários temas globais. Neste primeiro dia os chefes de Estado e de Governo irão procurar respostas comuns ao desafio da inflação e às ameaças de recessão, mas também discutirão a questão do clima, o fortalecimento de parcerias para investimentos em infraestruturas e ainda o aumento da pressão sobre a Rússia. Segunda-feira arranca com um encontro com a participação à distância, por via digital, do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prosseguindo com nova reunião do G7 dedicada aos temas do clima, energia e saúde. Está ainda previsto um outro encontro, por via remota, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para debater os temas da segurança alimentar global e da igualdade de género. Na terça-feira de manhã serão analisadas as relações multilaterais e a digitalização, antes da conferência de imprensa final dos líderes do G7 para apresentar as conclusões da cimeira.

O que já se disse a propósito da cimeira?

O governo britânico prometeu apelar aos membros do G7 que mantenham o apoio económico e militar à Ucrânia “pelo tempo que for necessário”. O governo ucraniano, por seu turno, apelou ao G7 não só para que forneça mais armas para combater a Rússia, mas também que imponha mais sanções a Moscovo. A este respeito, o presidente dos EUA revelou já que o G7 deverá aprovar na terça-feira um embargo às importações de ouro da Rússia. Biden também defendeu que o G7 e a NATO devem “permanecer juntos” contra a agressão russa à Ucrânia.

Quando será a próxima cimeira?

A Alemanha iniciou em janeiro a presidência rotativa do G7 (que em 2021 esteve com o Reino Unido), tendo como momento alto a cimeira desta semana. Ao longo dos próximos meses prosseguirão os encontros ministeriais do G7, com os responsáveis pela tutela da ciência, desenvolvimento urbano, igualdade de género, comércio, negócios estrangeiros e administração interna. Em 2023 a presidência do G7 passará para o Japão, não havendo ainda calendário sobre os encontros e iniciativas que as autoridades nipónicas promoverão.

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