Portugal não acaba em março

O comissário-executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril (que inesperadamente trocou o lugar pelo de ministro da Cultura) acha que o 25 de Novembro de 1975 foi “marcante” e até reconhece que a data consolidou o processo democrático, mas entende que não deve constar do guião central das festas que se prolongarão por mais quatro anos. Para Pedro Adão e Silva, o 25 de Novembro “diz pouco” à sociedade portuguesa e tratando-se de uma data que “divide” não deve constar do cardápio. Quanto muito, “será assinalado, motivo de debate e de reflexão”, explicou numa entrevista. Como? Não se sabe. Mas como “todos os partidos, entidades e organizações devem promover as suas próprias celebrações”, depreende-se que alguém garantirá que o 25 de Novembro não será esquecido, enquanto a comissão oficial se foca na data única. Não é um bom serviço para quem se propõe mobilizar a juventude para esse dia mágico que derrubou o antigo regime, se se reduzir a uma nota de rodapé a segunda data decisiva no caminho que consolidou a democracia portuguesa.

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