Apple estaria lucrando alto ao pagar anúncios para apps de terceiros no Google; entenda

A Apple estaria pagando para anunciar aplicativos de terceiros no Google, visando direcionar usuários à App Store e aumentar a quantidade de compras in-app para arrecadar mais com suas comissões de até 30%, segundo uma nova reportagem publicada pela revista Forbes na última sexta-feira (12).

Vários desenvolvedores de plataformas rentáveis denunciam que a big tech está sigilosamente destacando seus aplicativos em um link direto à App Store no mecanismo de buscas através de anúncios pagos do Google Ads, diminuindo o tráfego em seus sites oficiais e, consequentemente, aumentando compras de produtos e serviços na loja.



Tinder, HBO e Babbel estão entre os títulos afetados pela estratégia da empresa, conforme diz o artigo. Exemplificando, um usuário que pesquisar o termo “HBO” no Google encontrará, em destaque, a opção de instalar o app dedicado através da App Store. Os lucros obtidos com a compra de serviços de streaming, então, devem ser compartilhados com a Maçã.

Visto que os anúncios não especificam que são pagos pela Apple, os usuários são levados a acreditar que os próprios desenvolvedores estão aumentando a visibilidade de seus apps, portanto, somente os responsáveis pelas plataformas seriam capazes de confirmar o caso.



Supostos anúncios pagos pela Apple para o Tinder e HBO Max (Imagens: Forbes)

A Forbes salienta que os anúncios podem custar até US$ 10, mas cada assinatura de serviço ou compra feita por usuário através de apps baixados pela App Store renderia à empresa até US$ 50, especialmente com aplicativos de educação e aprendizado de idiomas, cujos valores de pacotes anuais podem facilmente chegar à casa de centenas de dólares.

“O usuário não sabe que [uma parcela do valor pago] vai para a Apple, e não ao desenvolvedor”, comenta um dos denunciantes anônimos.

Embora isso sugira “propaganda gratuita” que beneficiaria os desenvolvedores por atrair novos clientes à sua plataforma, a prática faz com que os responsáveis pelos aplicativos devam pagar um valor mais alto que a Apple para que possam destacar seus sites oficiais onde, obviamente, a empresa não possui direito a comissões.


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O lado prejudicado argumenta também que “a experiência de uso é muito pior” ao comprar um serviço em um aplicativo para iOS. Por conhecidas questões de privacidade, a Apple não compartilha dados dos usuários com os devs, o que acaba dificultando o suporte ao cliente.

Quando você compra com o desenvolvedor, você tem uma relação direta com ele. Quando você compra com a Apple […] você é um cliente deles, não nosso, e se você enfrentar algum problema com a assinatura, nós não podemos ajudá-los.

Várias empresas tentam burlar a política da loja de aplicativos do iPhone, incluindo a Meta (ex-Facebook), e esse tipo de problema é objeto de foco de um processo judicial movido pela Epic Games, uma das afetadas que buscam findar as obrigações impostas pela Apple.

Por ora, a empresa não comentou sobre as acusações dos múltiplos desenvolvedores.



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