FC Porto 3-0 Arouca: Como fazer esquecer um deslize

Não é como começa, é como acaba, costuma dizer-se. E se o FC Porto entrou em campo frente ao Arouca menos arrasador do que seria de esperar, quase uma semana após o empate na Madeira, é certo dizer que a equipa de Sérgio Conceição acabou a vencer por um resultado (3-0) que até podia ser mais expressivo. O conjunto de Armando Evangelista foi controlando defensivamente nos primeiros minutos, mas desapareceu a partir do primeiro golo dos ‘dragões’. E o triunfo portista acaba por ter ainda mais sabor face ao empate do Sporting em Famalicão, com ambos a somarem os mesmos 10 pontos na liderança (a par do Estoril), à espera do que o Benfica irá fazer este domingo.

Veja o resumo

Sérgio Conceição mostrou que os elogios à sua equipa após o empate nos Barreiros não foram em vão, e repetiu as escolhas para a receção ao Arouca, que também não apresentou novidades. Sem Corona nos convocados e com Wendell a entrar perto do fim, o treinador do FC Porto manteve Marcano adaptado ao corredor esquerdo e voltou a contar com Otávio no meio-campo.

O jogo começou dividido, com os dragões a assumirem a iniciativa mas a mostrarem dificuldades em furar a defesa do Arouca. Aos 24 minutos, tudo mudou. A equipa da casa começou por reclamar falta sobre Toni Martínez, mas Hélder Malheiro deu (bem) a lei da vantagem, Uribe serviu primeiro Otávio e depois, aproveitando um ressalto, surgiu dentro da área para terminar o que havia começado.

O golo deixou o FC Porto mais solto no jogo e foi sem surpresa que o 2-0 chegou. Luis Díaz lançou Taremi nas costas da defesa adversária, com o iraniano a levar a bola até à área e a rematar para o primeiro golo na presente temporada (34′). Com o jogo controlado, a equipa da casa ainda podia ter feito o terceiro antes do intervalo, mas o remate cruzado de Otávio saiu ao lado da baliza.

A segunda parte acentuou ainda mais as diferenças. O FC Porto queria mais do jogo, enquanto os arouquenses iam abrindo cada vez mais espaços atrás. Ainda assim, só deu para mais um golo. Quando faltava menos de meia hora para o final, um desvio de Pepe ao segundo poste, após livre de Otávio, esbarrou em Marcano e entrou na baliza de Fernando Castro.

Pepê, que saltou do banco, fez balançar as redes aos 68′ mas o lance foi bem anulado por posição irregular de Taremi. Sérgio Conceição aproveitou para reconfigurar a tática, lançar Vitinha (não jogava pelo FC Porto há mais de um ano) e dar os primeiros minutos a Wendell. O marcador, esse, não voltou a mexer. Segue-se o clássico com o Sporting…

O momento

Golo de Uribe desbloqueia o jogo: O colombiano desfez a resistência do Arouca aos 24 minutos, numa fase em que o encontro estava intrincado. Hélder Malheiro conferiu a lei da vantagem numa falta sobre Toni Martínez e a bola sobrou para Uribe, que jogou na direita com Otávio e aproveitou depois um ressalto para atirar a contar.

O melhor

Taremi: Melhor marcador do FC Porto na época passada, o iraniano finalmente festejou esta temporada, ao fim de quatro jornadas. No lance do 2-0, o avançado até parecia estar desenquadrado, mas soube aproveitar o espaço dado por Leandro Silva e o mau posicionamento de Fernando Castro para marcar. Além disso, combinou bem com os colegas de equipa.

O pior

Falta de resposta do Arouca: A formação de Armando Evangelista até entrou relativamente bem, mas desapareceu no jogo a partir do 1-0. Só voltou a assustar por Oday Dabbagh (87′), quando tudo estava mais do que sentenciado. Esperava-se outro tipo de reação.

Reações

Conceição explica não utilização de Corona e Sérgio Oliveira, Otávio “sem palavras” com a chamada à Seleção

Armando Evangelista: “No 2.º golo do FC Porto há falta, no 3.º parece-me que há uma mão”

Read More

Leave Your Comments

Your email address will not be published.

Copyright 2011-2021. All Rights Reserved